A menina que há em mim A menina que há em mim dorme ao relento Perdida no vento À espera da asa do anjo que a rejeitou À procura De um desejo largado de uma estrela De uma pérola de ternura De uma voz embalada no cabelo A menina que há em mim Ficou sentada no pial da infância Onde começou a mágoa Enjeitada de si Perdida no escuro No canto dos beijos violentados A menina que há em mim vive à espera que lhe estenda a minha própria mão. jorgete teixeira
Bastou um fio de frágil humanidade, uma flor tímida de ternura rompendo as pedras da muralha em que te blindas. Uma palavra transida de medo, indecisa, imprecisa, fugitiva, furtiva, rota flor de doçura aprisionada. Como resistir à sua crua fortaleza?
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